Problemas Crônicos do Chevrolet Tracker G3 (2020-2026): O Guia de Sobrevivência do Motor Turbo

O Tracker entrega muito: anda bem, bebe pouco e tem internet a bordo. Mas a engenharia da GM exige um dono disciplinado. O motor Ecotec (1.0 e 1.2 Turbo) não tolera negligência.


1. Correia Dentada Banhada a Óleo

(O Pesadelo da Borracha)

Este é o ponto crítico. A correia trabalha imersa no óleo do motor para reduzir atrito e ruído.

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  • O Sintoma: A luz de óleo acende, o motor faz barulho metálico ou trava subitamente.
  • A Causa Real: Ataque químico. Se você usar combustível adulterado ou óleo fora da especificação (sem a norma Dexos 1 Gen 3), a borracha da correia incha e esfarela.
  • O Perigo: Os farelos da correia descem para o cárter e entopem o “pescador” (a peneira que puxa o óleo). Sem lubrificação, o motor funde em minutos.
  • A Solução: Troca de óleo rigorosa a cada 10.000 km (ou 5.000 km em uso severo) e inspeção visual da correia pelo bocal de abastecimento.

2. Sistema Start-Stop e Bateria

(O Carro “Apagado”)

O Tracker desliga no semáforo para economizar. O problema é quando ele não liga mais ou desabilita o sistema.

  • O Sintoma: O Start-Stop para de funcionar ou o carro exibe mensagens de “Bateria Fraca” e entra em modo de economia, desligando funções elétricas.
  • A Causa Real: A bateria original (EFB de 60Ah ou 70Ah) muitas vezes não suporta a demanda eletrônica do carro, durando pouco mais de 1 ano. O sensor BMS (no polo negativo) também costuma falhar.
  • A Solução: Troca da bateria por uma de marca premium (Moura/Heliar EFB) e reset do módulo via scanner.

3. Ruídos na Suspensão e Direção

(A “Batedeira” Urbana)

  • Caixa de Direção: Em unidades 2020/2021, é comum sentir uma folga ou estalo no volante ao manobrar. É desgaste prematuro na bucha da caixa de direção elétrica.
  • Eixo Traseiro: Batidas secas na traseira. O isolamento dos batentes dos amortecedores traseiros é ineficiente para o asfalto brasileiro.

4. Freios Traseiros (Tambor)

(O Chiado)

Apesar de ser um carro de mais de R$ 150 mil (versão Premier), o Tracker usa freio a tambor na traseira.

  • O Sintoma: Barulho agudo (chiado) ou estalo ao frear, especialmente em marcha ré ou dias úmidos.
  • A Solução: Limpeza e regulagem das sapatas de freio. É um problema de acúmulo de sujeira crônico do projeto.

5. Recalls Graves (Risco de Incêndio)

(Atenção na Compra)

O Tracker teve recalls que envolvem segurança física:

1. Isolante Acústico: O carpete próximo ao túnel central poderia pegar fogo em contato com o pré-tensionador do cinto em caso de colisão. A GM instalou uma proteção. 2. Bomba de Combustível: Risco de vazamento ou falha de alimentação.


6. O Barulho da Wastegate (Turbo)

(Característica, não Defeito)

Muitos donos reclamam de um barulho de “chocalho” metálico ao desacelerar entre 1.500 e 2.000 rpm.

  • A Realidade: É a haste da válvula Wastegate do turbo vibrando. A GM diz que é característica normal do projeto e não afeta a durabilidade, mas incomoda os ouvidos mais sensíveis.

Conclusão: Compra Racional, Manutenção Chata

  • O Veredito: O Tracker G3 é um excelente carro para quem faz manutenção em dia e na concessionária.
  • O Risco: Comprar um Tracker usado sem histórico de revisões é roleta russa. Se o antigo dono colocou óleo errado uma vez sequer, a correia pode estar por um fio.
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