A Lecar, nova marca brasileira idealizada por Flávio Figueiredo Assis, acaba de revelar detalhes atualizados do seu primeiro carro: o Lecar 459. Com estreia prevista para 2026, o modelo teve sua configuração original elétrica substituída por um conjunto híbrido-flex, unindo um motor a combustão da Horse (presente em modelos como Nissan Kicks e Renault Kardian) com um motor elétrico desenvolvido pela WEG.
Com visual renovado e mais próximo da versão final, o 459 promete entregar consumo exemplar, boa autonomia e um pacote de tecnologia digno de carros premium.
Design: visual mais maduro e inspirado em carros globais

O visual do Lecar 459 foi reformulado para agradar o gosto do público brasileiro. A dianteira conta com faróis em LED bem integrados, para-choque retangular e uma assinatura luminosa que, segundo a marca, “lembra uma onça pintada”. Nas laterais, destaque para as rodas diamantadas e as maçanetas embutidas, ao estilo dos modelos da Tesla. Na traseira, o teto com caimento suave se une a lanternas de LED interligadas por toda a largura do carro, dando um ar mais moderno e sofisticado.
Segundo a Lecar, o modelo de produção manterá praticamente todas essas linhas, com apenas pequenas revisões pontuais.
Mecânica híbrida-flex com foco em eficiência

Inicialmente concebido como elétrico, o Lecar 459 foi reconfigurado para ser um híbrido em série, no qual o motor a combustão funciona apenas como gerador de energia. O propulsor escolhido é o 1.0 turbo flex da Horse, já conhecido por equipar modelos como o Renault Kardian e o Nissan Kicks.
Quem realmente movimenta o carro é o motor elétrico de 163 cv e 26,3 kgfm, fornecido pela brasileira WEG, instalado no eixo traseiro. Essa configuração permite que o carro tenha torque imediato e desempenho equilibrado. Segundo a fabricante, o 459 acelera de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos.
Autonomia e consumo: destaque surpreendente

O grande trunfo do Lecar 459 está no consumo. A marca afirma que o modelo pode rodar até 1.000 km com apenas 30 litros de etanol, o que representa um consumo médio de 33,3 km/l — números bastante superiores aos dos híbridos tradicionais vendidos atualmente no Brasil.
Essa eficiência se deve à estratégia de usar o motor térmico apenas como gerador, o que permite manter o motor elétrico operando de forma constante e mais eficiente.
Quer ver mais notícias? Acesse nosso canal no WhatsApp
Dimensões e espaço interno
O Lecar 459 possui porte de SUV compacto:
- Comprimento: 4,35 m
- Largura: 1,82 m
- Altura: 1,52 m
- Entre-eixos: 2,70 m
- Porta-malas: 530 litros
Com essas medidas, o carro promete ser espaçoso e prático para o uso urbano e familiar, combinando tamanho equilibrado com bom aproveitamento interno.
Tecnologias e segurança
O 459 trará um pacote completo de tecnologias de segurança, incluindo:
- Sistema de permanência em faixa
- Controle de velocidade adaptativo
- Assistente de frenagem de emergência
- Alerta de ponto cego
Esses sistemas fazem parte do pacote ADAS, cada vez mais comum em modelos de categorias superiores. Também são esperadas conectividade com Android Auto e Apple CarPlay, carregador por indução e painel digital.
Quando chega e quanto vai custar?
A Lecar afirma que o modelo entra em produção em 2026, mesmo sem ter ainda uma fábrica concluída. A planta será instalada no Espírito Santo, e a pré-venda já começou, com o preço sugerido de R$ 159.300.
A promessa é oferecer um produto nacional competitivo, com tecnologia de ponta e alta eficiência, desafiando marcas tradicionais no segmento de híbridos.
Conclusão: uma aposta ousada e promissora
O Lecar 459 mostra que o Brasil tem potencial para desenvolver soluções tecnológicas nacionais no setor automotivo. Com design moderno, proposta híbrida inteligente, motor elétrico potente e autonomia surpreendente, o modelo pode ser uma virada de chave na forma como o consumidor brasileiro encara os carros alternativos.
Se a Lecar entregar o que promete, o 459 pode marcar o início de uma nova fase para a indústria automotiva nacional.
Confira Também: Shell negocia aquisição da BP em transação histórica avaliada em mais de US$ 80 bilhões






