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Problemas Crônicos do Volkswagen Apolo (1990-1992): A Herança da Autolatina

Problemas Crônicos do Volkswagen Apolo (1990-1992): A Herança da Autolatina

O Apolo durou pouco (apenas 2 anos), o que o torna um carro raro e charmoso, mas também um pesadelo para achar certas peças. Ele combina a mecânica robusta da VW com o conforto (e os problemas elétricos) da Ford.


1. Carburador Brosol 2E/3E (O Vilão da Marcha Lenta)

O motor AP 1.8 é excelente, mas nos anos 90 ele era alimentado por carburadores que hoje exigem um especialista (que está em extinção).

  • O Problema: O carburador Brosol 2E (ou 3E no álcool) sofre com empenamento da base e folga nos eixos.
  • O Sintoma: O carro não segura marcha lenta, engasga em retomadas (o 2º estágio trava) ou consome combustível em excesso.
  • A Solução: Não adianta “limpar”. Geralmente precisa plainar a base, trocar o kit de juntas e embuchamento dos eixos. Um serviço bem feito custa caro (R$ 600,00+).

2. Trambulador do Câmbio (A “Alavanca Boba”)

Diferente do Gol e Voyage que tinham engates secos e precisos, o Apolo usava um sistema de varão herdado da Ford (linha Escort), adaptado para o motor AP transversal.

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  • O Defeito: As buchas do trambulador se desfazem.
  • O Sintoma: A alavanca de câmbio fica “boba” (solta). Você tenta engatar a 1ª e entra a 3ª, ou a ré não entra de jeito nenhum.
  • O Risco: Ficar na mão no meio do trânsito sem conseguir engatar marcha. O kit de reparo de buchas é barato, mas a regulagem é chata de fazer.

3. Peças de Acabamento (A “Mosca Branca”)

Aqui é onde o dono de Apolo chora.

  • O Problema: Como ele foi fabricado por apenas 2 anos, não existe peça de reposição paralela para itens exclusivos.
  • Itens Críticos: As lanternas traseiras fumê (exclusivas do Apolo, diferentes do Verona), o painel de instrumentos (que costuma descolar o acetato) e os parachoques.
  • O Custo: Uma lanterna traseira original de Apolo em bom estado pode custar mais de R$ 1.000,00 no mercado de usados. Se bater a traseira, é PT (perda total) por falta de peça.

4. Elétrica (A Caixa de Fusíveis Ford)

A elétrica do Apolo segue o padrão Ford da época (Escort), que é famosa por dar problemas de “zinabre” e solda fria.

  • O Defeito: A caixa de fusíveis sofre com infiltração ou superaquecimento das trilhas.
  • O Sintoma: A ventoinha do radiador para de ligar (perigo de ferver), os vidros elétricos param ou o farol apaga sozinho.
  • Solução: Muitas vezes é necessário retirar a caixa de fusíveis e refazer as soldas das trilhas internas.

5. Túnel e Estrutura (Menos que o Gol, mas acontece)

Embora a plataforma do Verona/Apolo seja mais rígida que a do Gol Quadrado, o Apolo sofreu críticas na época por ter a suspensão endurecida pela VW para ficar “esportivo”.

  • Trincas: Verifique o túnel central e as torres da suspensão dianteira. O carro vibra bastante e, com 30 anos de uso, trincas na estrutura podem aparecer, especialmente se o carro foi rebaixado.

6. Suspensão Traseira (Desgaste Irregular)

  • Buchas do Eixo: O eixo de torção traseiro gasta as buchas, fazendo o carro “sambar” a traseira em curvas e comer pneu de forma irregular.

Conclusão: Um Clássico para Corajosos

  • Veredito: O Apolo GLS é um “neo-clássico” muito legal de ter. O motor AP garante que você acha peça mecânica em qualquer padaria.
  • O Perigo: Só compre se o carro estiver completo de acabamento. Comprar um Apolo faltando lanterna, frisos ou emblemas é pedir para gastar o dobro do valor do carro garimpando peças em ferro-velho.
  • Atenção: O carburador precisa estar “um relógio”. Se estiver falhando, negocie um bom desconto, pois achar mecânico de carburador hoje é difícil.
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