BYD Dolphin Mini quebra barreira dos R$ 100 mil e agora briga com Kwid e Mobi

A BYD acaba de disparar o tiro mais agressivo na guerra de preços do mercado automotivo brasileiro. Com o início da produção nacional em sua nova fábrica em Camaçari (BA), a gigante chinesa anunciou uma nova política de vendas diretas que, na prática, coloca o BYD Dolphin Mini abaixo da barreira psicológica dos R$ 100 mil.

A medida não apenas torna o carro elétrico mais vendido do país ainda mais acessível, mas o posiciona em um território até então inédito: a briga direta com os carros a combustão mais baratos do Brasil, como o Renault Kwid e o Fiat Mobi.


A Estratégia: Produção Nacional e Venda Direta

A chave para essa drástica redução de preço está na combinação de dois fatores. O primeiro é o início da operação da fábrica baiana, um investimento de R$ 5,5 bilhões que elimina custos de importação e garante acesso a incentivos fiscais.

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O segundo é a adoção da modalidade de venda direta, na qual o consumidor elegível compra o veículo diretamente da fábrica com condições especiais. Os grupos que podem se beneficiar incluem:

  • Pessoas Jurídicas (CNPJ, incluindo microempresas)
  • Produtores Rurais
  • Pessoas com Deficiência (PCD)
  • Taxistas
  • Locadoras e autoescolas

Os Novos Preços: O Elétrico Abaixo dos R$ 100 Mil

A combinação desses benefícios resulta em um corte de preço substancial. O BYD Dolphin Mini, que tem um preço público sugerido de R$ 118.990, passa a ter os seguintes valores na modalidade de venda direta:

  • R$ 107.091 para microempresas e produtores rurais.
  • R$ 99.990 para o público PCD.
  • R$ 98.590 para taxistas.

Esses valores representam um marco, pois colocam, pela primeira vez, um carro elétrico moderno e bem equipado em uma faixa de preço diretamente comparável à dos hatches compactos a combustão.


O Impacto no Ranking: Um Elétrico entre os Populares

Para entender a dimensão do movimento, basta comparar o novo preço do Dolphin Mini com a lista dos carros zero quilômetro mais baratos do Brasil em outubro de 2025.

  1. Renault Kwid: a partir de R$ 78.690
  2. Fiat Mobi: a partir de R$ 80.060
  3. Citroën C3: a partir de R$ 82.990
  4. Fiat Argo: a partir de R$ 92.990
  5. Peugeot 208: a partir de R$ 105.990

Com o valor de R$ 98.590, o Dolphin Mini se posicionaria entre o quarto e o quinto carro mais barato do país, um feito extraordinário para um veículo elétrico, quebrando a principal barreira para a adoção da tecnologia: o alto custo inicial.


Ofensiva se Estende a Song Pro e King

A agressiva política de preços não se limita ao Dolphin Mini. Os outros dois modelos que já estão sendo produzidos em Camaçari também receberam descontos expressivos para vendas diretas.

O SUV híbrido Song Pro, com preço de tabela de R$ 189.990, pode sair por R$ 132.900 para taxistas.

O sedã híbrido King, que custa R$ 169.990, pode ser adquirido por R$ 124.990 na mesma modalidade.


Um Novo Patamar para o Mercado Brasileiro

A produção nacional da BYD e sua agressiva estratégia de preços são um divisor de águas para a indústria automotiva no Brasil. Ao quebrar a barreira dos R$ 100 mil para o Dolphin Mini, a montadora não apenas reforça sua já consolidada liderança no mercado de eletrificados, mas também desafia diretamente o segmento de carros de entrada a combustão.

A possibilidade de comprar um carro elétrico, com todos os seus benefícios de custo de uso e tecnologia, por um preço similar ao de um hatch popular, deixa de ser uma previsão para o futuro e se torna uma realidade concreta. É um movimento que tem o potencial de acelerar a eletrificação e redefinir o que significa ser um “carro de entrada” no Brasil.

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