Problemas Crônicos do Ford Fusion (2013-2019): Os 5 Defeitos Que Você Deve Conhecer

O Ford Fusion (fabricado de 2013 a 2019) elevou a barra dos sedãs no Brasil. Ele oferecia tecnologias de condução semiautônoma, estacionamento automático e motores turbo muito antes de seus concorrentes.

No entanto, a complexidade cobra seu preço. Esta geração possui um histórico de manutenção que exige “bolso de dono de importado”. Além disso, a versão mais desejada (Titanium AWD) sofre de um defeito de engenharia grave no motor que pode levar à perda total do propulsor.

Se você está de olho em um Fusion dessa época, esta é a lista definitiva do que você precisa inspecionar.

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1. O “Pesadelo”: Fissura no Bloco do Motor (Intrusão de Líquido)

Este é o problema mais grave, caro e polêmico do Fusion. Afeta os motores 2.0 EcoBoost (principalmente os fabricados entre 2013 e 2016, e alguns lotes de 2017-2019, conhecidos como “Lote 910”).

  • O Sintoma: O nível do líquido de arrefecimento baixa sem vazamentos externos visíveis, o carro falha na partida (fumaça branca no escape) e a luz da injeção acende.
  • A Causa Real: Um erro de design no bloco do motor (do tipo open deck). A parede entre os cilindros racha ou a junta do cabeçote não veda corretamente devido ao design das galerias de água. O líquido de arrefecimento entra nos cilindros.
  • O Desastre: O motor sofre calço hidráulico ou corrosão interna. Não há retífica segura para esse defeito.
  • A Solução: A troca do motor parcial (bloco e cabeçote). É um prejuízo que supera os R$ 20.000. Ao comprar, exija um teste de pressão do sistema de arrefecimento.

2. Trancos e Falhas no Câmbio Automático (6F35)

O câmbio de 6 marchas (6F35) equipa tanto o 2.5 Flex quanto o 2.0 Turbo. É uma transmissão robusta, mas sensível.

  • O Sintoma: Trancos fortes nas trocas de marcha (especialmente de 2ª para 3ª), demora no engate (“delay”) e patinação.
  • A Causa Real: Degradação do fluido de transmissão e desgaste do corpo de válvulas. A Ford indicava que o fluido era “long life”, o que levou muitos donos a nunca trocarem.
  • A Solução: Se o problema for inicial, a troca do fluido pode resolver. Se houver desgaste, o reparo do corpo de válvulas ou a troca do pacote de solenoides é necessária, custando entre R$ 5.000 e R$ 8.000.

3. Parafusos da Caixa de Direção (Recall Crítico)

Um problema de segurança que gerou recall, mas que muitos carros não fizeram.

  • O Sintoma: A direção elétrica para de funcionar subitamente ou faz estalos altos ao virar o volante.
  • A Causa Real: Os parafusos de alumínio que prendem o motor elétrico à cremalheira da direção sofrem corrosão e quebram. O motor pode se soltar, travando a direção ou deixando-a sem assistência.
  • A Solução: Verificar se o recall foi feito. Se não, a caixa de direção inteira pode precisar ser trocada, um item caríssimo.

4. Porcas de Roda Inchadas

Parece um detalhe bobo, até você ter um pneu furado na estrada à noite.

  • O Sintoma: A chave de roda original não encaixa nas porcas das rodas.
  • A Causa Real: As porcas originais da Ford dessa época são “bipartidas” (uma porca de aço com uma capa de metal cromado por cima). Com o tempo, entra umidade entre a capa e a porca, a ferrugem faz a capa estufar (inchar) e a chave não entra mais.
  • A Solução: Troca preventiva de todas as 20 porcas por modelos maciços de reposição.

5. Suspensão Traseira (Batentes e Amortecedores)

O Fusion é um carro pesado e baixo, que sofre no asfalto brasileiro.

  • O Sintoma: Barulho de “tuc-tuc” ou batida seca na traseira, mesmo em pequenos desníveis.
  • A Causa Real: Os batentes superiores dos amortecedores traseiros são feitos de uma liga de alumínio/antimônio que se quebra com facilidade.
  • A Solução: Troca dos batentes e coxins. É uma manutenção recorrente neste modelo.

Conclusão: O Melhor Sedã, Com o Maior Risco

O Ford Fusion (2013-2019) é um carro espetacular. A versão 2.5 Flex é mecanicamente mais robusta (não sofre da quebra do bloco), mas é menos equipada. A versão Hybrid é extremamente confiável e econômica.

O risco está na versão mais desejada: a Titanium 2.0 EcoBoost AWD. Se você quer uma, a regra de ouro é a cautela extrema com o sistema de arrefecimento e a integridade do bloco do motor. É um carro que entrega muito, mas cobra atenção (e dinheiro) na mesma proporção.

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