O Volkswagen Taos é, sem dúvida, um dos SUVs mais racionais do mercado. Ele anda bem, gasta pouco e tem espaço de sobra. Porém, proprietários têm relatado uma lista de problemas recorrentes que aparecem com baixa quilometragem, frustrando quem pagou caro por um carro “premium”.
O maior vilão aqui não é o motor (que é robusto), mas sim o desgaste acelerado de componentes que deveriam durar muito mais.
Se você está pensando em comprar um Taos, esta é a lista do que você precisa monitorar.
1. Desgaste Prematuro das Pastilhas Traseiras
Este é o defeito número 1, que pega muitos donos de surpresa na primeira revisão.
- O Sintoma: Aviso de “Verificar Pastilhas de Freio” no painel ou ruído metálico de ferro com ferro nas rodas traseiras, muitas vezes antes dos 20.000 km.
- A Causa Real: O Taos usa um sistema eletrônico de distribuição de frenagem e freio de estacionamento elétrico que atua constantemente nas pinças traseiras para estabilidade e “secagem” dos discos na chuva. Além disso, o material original das pastilhas é macio demais para o peso do carro.
- A Solução: Troca das pastilhas. Muitos proprietários optam por pastilhas de cerâmica de marcas paralelas de alta qualidade para dobrar a durabilidade e reduzir a sujeira nas rodas.
2. Multimídia VW Play (Bugs e Travamentos)
A central de 10 polegadas é linda e cheia de recursos, mas o software é instável.
- O Sintoma: A tela apaga do nada, o volume trava no máximo (ou mudo), o Apple CarPlay/Android Auto desconecta sozinho ou a central reinicia em loop. Às vezes, o GPS nativo perde o sinal.
- A Causa Real: Bugs no sistema operacional da VW Play e superaquecimento do módulo em dias quentes.
- A Solução: Atualização de software na concessionária. Em casos persistentes, a troca do módulo é necessária (coberta pela garantia).
3. Ruídos na Suspensão Dianteira (“Batidas Secas”)
Apesar da suspensão independente nas quatro rodas, o conjunto dianteiro sofre no Brasil.
- O Sintoma: Barulhos de batida seca (“tuc-tuc”) ao passar por lombadas ou buracos pequenos em baixa velocidade.
- A Causa Real: Folga prematura nas bieletas e buchas da barra estabilizadora. Em alguns lotes, os coxins dos amortecedores também apresentaram ruído precoce.
- A Solução: Troca das bieletas e lubrificação técnica das buchas. É um problema de desgaste natural acelerado pelo nosso asfalto lunar.
4. Acabamento Interno (Plásticos Ruidosos)
O Taos tem muito plástico rígido para um carro dessa categoria, e isso cobra seu preço em silêncio.
- O Sintoma: Barulhos de “grilo” vindo do painel (atrás da tela multimídia), das colunas das portas (onde fica o cinto) e do tampão do porta-malas.
- A Causa Real: Encaixes plásticos secos sem tratamento acústico (feltro).
- A Solução: Serviço de “caça-grilos” com aplicação de feltro e espuma nos pontos de contato.
5. Vazamento na Bomba D’água (Herança do EA211)
Embora menos comum que nos antigos Golf/Jetta, o motor 1.4 TSI ainda exige atenção aqui.
- O Sintoma: Nível do líquido de arrefecimento baixando lentamente, sem poças visíveis (o líquido evapora no bloco quente) ou cheiro adocicado de aditivo queimado.
- A Causa Real: A carcaça da bomba d’água e termostática é de plástico e pode empenar ou trincar com o tempo e ciclos de calor.
- A Solução: Troca do conjunto da carcaça. Fique sempre de olho no nível do reservatório; se baixar, investigue imediatamente para não superaquecer o motor.
Conclusão: Racional, Mas Requer Atenção aos Freios
O Volkswagen Taos é uma compra segura do ponto de vista mecânico (motor e câmbio Aisin são excelentes).
No entanto, reserve um dinheiro extra para os freios traseiros. É quase certo que você terá que trocá-los muito antes do que em outros carros que você já teve. Se aceitar isso e os “grilos” de acabamento, terá um SUV excelente na garagem.






