Problemas Crônicos do Fiat Freemont (2011-2016): Os 5 Defeitos do “Dodge da Fiat”

O Fiat Freemont é o sonho de quem tem 3 ou 4 filhos. Espaço de sobra, ar-condicionado com saídas no teto para todos e muito porta-treco.

Porém, ele sofre do mal de ser um “carro pesado com motor de carro médio”. O motor 2.4 de 172 cv sofre para empurrar a massa, e isso sobrecarrega todo o conjunto. Se você quer um desses na garagem, atenção redobrada a estes 5 itens.


1. Freios Subdimensionados (Discos Empenados) (O Defeito Mais Famoso)

O sistema de freios do Freemont (herdado da plataforma Dodge antiga) é pequeno para o peso do carro (quase 2.000 kg carregado).

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  • O Sintoma: Ao pisar no freio em velocidades acima de 80 km/h, o volante trepida violentamente. O pedal também vibra.
  • A Causa Real: Os discos de freio dianteiros superaquecem e empenam com facilidade, pois não conseguem dissipar o calor gerado pela frenagem de um veículo tão pesado.
  • A Solução: Troca dos discos e pastilhas.
  • Dica de Ouro: Não coloque discos originais ou baratos. Procure discos de marcas premium (Fremax Carbon ou perfurados/frisados) que aguentam mais temperatura.

2. A Bateria “Escondida” e o Módulo Bluetooth (O Pesadelo da Troca)

A engenharia da Dodge colocou a bateria em um lugar bizarro.

  • O Sintoma: O carro não liga de manhã. Ao tentar trocar a bateria, você não a encontra no cofre do motor. Além disso, a bateria nova descarrega em 2 dias.
  • A Causa Real:
  • 1. Localização: A bateria fica atrás do para-choque dianteiro, na frente da roda do motorista. Para trocar, é preciso levantar o carro, tirar a roda e o parabarro.
  • 2. Fuga de Corrente: O módulo Bluetooth (sistema Uconnect/Blue&Me) costuma entrar em curto e roubar carga mesmo com o carro desligado.
  • A Solução: Troca trabalhosa da bateria e desconexão/troca do módulo Bluetooth (muitos donos apenas desligam o fusível do módulo e usam um adaptador Bluetooth externo).

3. Chicote da Tampa Traseira (Fios Cortados) (O Porta-Malas que Apaga)

De tanto abrir e fechar a tampa gigante do porta-malas, os fios sofrem.

  • O Sintoma: A luz de ré não acende, a câmera de ré para de funcionar, o limpador traseiro morre ou a tampa não destrava eletricamente.
  • A Causa Real: O chicote elétrico que passa pela dobradiça da tampa é curto e se rompe com o movimento repetitivo.
  • A Solução: Refazer o chicote elétrico na emenda (serviço de autoelétrico). Não precisa trocar a peça toda, apenas soldar e isolar os fios rompidos.

4. Suspensão Dianteira e Coxins (O Peso Cobra a Conta)

Novamente, o peso excessivo do carro pune a suspensão.

  • O Sintoma: Barulhos de “toc-toc” na frente e instabilidade em curvas.
  • A Causa Real: As buchas de bandeja e os pivôs desgastam muito rápido (as vezes a cada 20.000 km). Os coxins do motor e câmbio também estouram, transmitindo vibração para a cabine.
  • A Solução: Troca das buchas e braços. Prepare o bolso, pois peças de suspensão de Freemont/Journey costumam ser caras (preço de importado).

5. Câmbio Automático 6 Marchas (Deslizamento) (Tropeços na Troca)

O Freemont usa o câmbio 62TE de 6 marchas. É robusto, mas exige manutenção.

  • O Sintoma: Trancos nas reduções ou sensação de que o câmbio está “patinando” entre as marchas.
  • A Causa Real: Óleo velho ou nível baixo. Esse câmbio trabalha com temperatura alta. Se o óleo perder a viscosidade, as eletroválvulas falham.
  • A Solução: Troca total do fluido do câmbio a cada 50.000 ou 60.000 km. Muitos donos nunca trocaram (“porque a Fiat diz que não precisa”), e isso condena a caixa perto dos 100.000 km.

Conclusão: Família Feliz, Bolso Atento

O Fiat Freemont entrega o que promete: conforto de sala de estar para 7 pessoas.

  • A Compra Segura: Uma unidade que já tenha trocado os discos de freio recentemente e tenha histórico de troca de óleo do câmbio.
  • O Alerta: Não espere desempenho. O motor 2.4 sofre para empurrar o carro. As ultrapassagens exigem paciência e o consumo na cidade raramente passa de 6 km/l. É um carro para cruzeiro em família, não para pressa.
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