O Audi A5 (2007-2016), desenvolvido sobre a arquitetura B8, apresenta uma vantagem aerodinâmica significativa em relação ao sedan A4. Com um coeficiente de arrasto (Cx) otimizado devido ao teto rebaixado das carrocerias Coupé e Sportback, o modelo maximiza a eficiência térmica da tecnologia de injeção direta (FSI e TFSI) em velocidades de cruzeiro.
No entanto, a massa veicular (frequentemente superior a 1.550 kg) e a configuração do trem de força (tração dianteira com câmbio CVT versus tração integral com dupla embreagem) geram variações drásticas nas métricas de consumo urbano e rodoviário.
1. Audi A5 2.0 TFSI Multitronic (180cv e 211cv)
As versões equipadas com tração dianteira (FrontTrak) e transmissão continuamente variável (Multitronic) representam o ápice da eficiência operacional da linha. O gerenciamento eletrônico do câmbio atua para manter a rotação do motor em patamares mínimos.
- Ciclo Urbano: O peso da carroceria exige trabalho do turbocompressor nas saídas de inércia, limitando a economia em tráfego denso.
- Média Técnica: 8,0 a 9,5 km/l.
- Ciclo Rodoviário: É o cenário de maior eficiência geométrica. A 120 km/h, o motor opera abaixo de 1.900 rpm.
- Média Técnica: 12,5 a 14,5 km/l.
2. Audi A5 2.0 TFSI Quattro S-Tronic (211cv e 225cv)
A introdução do sistema de tração integral permanente (Quattro) e do câmbio de dupla embreagem (S-Tronic de 7 marchas) eleva o desempenho dinâmico, mas impõe uma penalidade mecânica severa ao consumo devido ao arrasto do eixo cardã e do diferencial traseiro.
- Ciclo Urbano: O acoplamento rígido das embreagens e a distribuição de torque para as quatro rodas resultam em alto consumo.
- Média Técnica: 6,5 a 7,5 km/l.
- Ciclo Rodoviário: O escalonamento curto das marchas prioriza a aceleração em detrimento da economia extrema.
- Média Técnica: 10,5 a 12,0 km/l.
3. Audi A5 3.2 V6 FSI Quattro (265cv)
O propulsor V6 de aspiração natural (disponível principalmente nos anos iniciais de produção) oferece uma entrega de potência linear, mas a arquitetura de seis cilindros atrelada à tração integral reflete métricas de consumo elevadas.
- Ciclo Urbano: Em cenários de anda e para, a injeção estratificada não consegue compensar a litragem do bloco.
- Média Técnica: 5,0 a 6,5 km/l.
- Ciclo Rodoviário: A força inercial ajuda a manter a velocidade constante, garantindo um consumo aceitável para o porte.
- Média Técnica: 9,5 a 11,0 km/l.
4. Capacidade do Tanque e Projeção de Autonomia
A Audi dimensionou reservatórios de combustível diferentes com base no sistema de tração:
- Capacidade Padrão: 64 a 65 Litros.
- Autonomia Máxima (2.0 TFSI Multitronic): Em regime rodoviário rigoroso, o alcance teórico pode superar os 850 km, qualificando o modelo como um excelente Grand Tourer.
- Autonomia Crítica (3.2 V6 Urbano): Em uso estritamente citadino, o reabastecimento será exigido na faixa dos 350 a 400 km.
5. Fator de Correção Financeira: O Consumo de Óleo
Do ponto de vista financeiro, a análise de custo por quilômetro rodado do A5 B8 (notadamente nas unidades 2009 a 2012 com motor EA888 de 2ª Geração) deve incluir a depreciação do lubrificante.
- Impacto no Custo: O consumo crônico de até 1 litro de óleo sintético a cada 1.000 km adiciona um custo operacional fixo que equivale a uma redução prática de aproximadamente 10% a 15% na percepção de economia de combustível do proprietário.
Tabela de Consumo Consolidada
| Motorização e Tração | Transmissão | Ciclo Urbano (km/l) | Ciclo Rodoviário (km/l) |
|---|---|---|---|
| 2.0 TFSI (Tração Dianteira) | Multitronic (CVT) | 8,0 – 9,5 | 12,5 – 14,5 |
| 2.0 TFSI (Quattro) | S-Tronic (Dupla Embreagem) | 6,5 – 7,5 | 10,5 – 12,0 |
| 3.2 V6 FSI (Quattro) | Tiptronic / S-Tronic | 5,0 – 6,5 | 9,5 – 11,0 |
| 1.8 TFSI (Tração Dianteira) | Multitronic (CVT) | 8,5 – 10,0 | 12,0 – 13,5 |
Diretriz Institucional de Combustível
Recomendamos estritamente a utilização de gasolina de alta octanagem (Premium, Podium ou Octapro). A tecnologia FSI é altamente suscetível à carbonização prematura das válvulas de admissão quando exposta a combustíveis com alto teor de enxofre e solventes inadequados. A queima eficiente garante o cumprimento das métricas de consumo descritas e protege a integridade dos bicos injetores de alta pressão.




