O motor 2.0 Turbo de injeção direta que equipa o GWM Tank 300 (2025–2026) foi projetado para lidar com o uso severo em trilhas e o tracionamento constante dos mais de 2.600 kg do veículo. Para suportar esse nível de estresse físico e mecânico em terrenos acidentados, a montadora dispensou o uso da tradicional correia dentada de borracha.
O sincronismo do propulsor a combustão deste híbrido plug-in (PHEV) é feito por uma corrente de comando metálica. Diferente de componentes de borracha que exigem substituição periódica, a corrente foi desenvolvida para acompanhar a vida útil do motor, isentando o proprietário de custos preventivos pesados com trocas de correias a cada 60.000 ou 80.000 km.
1. Como Funciona a Lubrificação do Sistema
A alta durabilidade da corrente de comando não significa que ela seja isenta de cuidados. Por ser uma peça metálica que trabalha em altíssima velocidade e sob forte tensão mecânica, ela opera totalmente banhada pelo óleo do motor.
O funcionamento perfeito das engrenagens, das guias plásticas e dos tensores hidráulicos (responsáveis por manter a corrente sempre esticada) depende diretamente da pureza e da pressão do sistema de lubrificação. A manutenção da saúde do sistema de sincronismo do Tank 300, portanto, resume-se ao rigor irrestrito com as trocas de óleo.
2. O Risco da Negligência (Alongamento da Corrente)
Quando o proprietário posterga a quilometragem da revisão ou utiliza um lubrificante fora da especificação técnica exigida pela fábrica (óleo inferior ao Sintético 0W30 ou 5W30 API SP), o fluido perde a sua capacidade de criar a película protetora entre as peças metálicas.
- Desgaste dos Pinos: O óleo envelhecido ou contaminado por borra aumenta o atrito entre os pequenos elos da corrente. Com o tempo, os pinos internos se desgastam milimetricamente.
- O Alongamento: A soma do desgaste mecânico de todos esses elos gera o chamado “alongamento” ou “folga” da corrente.
- Os Sintomas: O principal aviso de que o sistema sofreu danos pelo mau uso do óleo é um forte ruído metálico de chocalho ou atrito na parte frontal do motor, perceptível especialmente logo após dar a partida com o motor a frio.
Se esse alongamento for severo, os tensores hidráulicos não conseguirão mais compensar a folga. O motor poderá perder o sincronismo perfeito entre a abertura das válvulas e a subida dos pistões (“sair de ponto”), gerando uma queda drástica de potência, aumento no consumo de combustível e acionando imediatamente a luz de injeção no painel de instrumentos.
3. Tabela de Prevenção
O custo de um serviço corretivo para substituir uma corrente de comando danificada é extremamente alto (geralmente superando a faixa dos R$ 5.000,00 a R$ 8.000,00 em oficinas independentes) devido à necessidade de desmontar grande parte da região frontal do bloco do motor.
Para garantir que a corrente mecânica do GWM Tank 300 chegue aos 200.000 km de forma íntegra e silenciosa, a prevenção é direta:
| Ação Preventiva | Prazo / Especificação | Motivo Técnico |
| Troca de Óleo por Tempo | A cada 12 meses | Evita a degradação química do óleo, mesmo que o motor tenha rodado predominantemente no modo elétrico (EV). |
| Troca por Quilometragem | A cada 10.000 km | Garante a fluidez do lubrificante para preencher e acionar os tensores hidráulicos sem interrupção. |
| Uso Severo (Off-Road) | 5.000 km ou 6 meses | O calor e a exigência extrema do motor na lama, no reboque ou sob poeira contaminam o óleo muito mais rápido. |
| Especificação Obrigatória | Sintético API SP | A norma API SP possui aditivos específicos de alta limpeza que evitam o acúmulo de borra nos dutos que lubrificam a corrente. |






