Problemas Crônicos da Chevrolet Spin (2012-2026): O Guia de Sobrevivência

A Spin é o carro oficial da família brasileira grande, mas comprar uma unidade muito rodada (ex-táxi) sem histórico de manutenção é pedir para ter dor de cabeça.


1. Câmbio Automático GF6 (O Grande Vilão)

(Principalmente 2012 a 2016)

O câmbio automático de 6 marchas (GF6) das primeiras Spin é famoso por um defeito estrutural grave.

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  • O Problema: A quebra do disco mola (wave plate) da 3ª, 5ª e Ré. A peça se desintegra dentro da caixa e espalha limalha de ferro, entupindo tudo.
  • O Sintoma: O carro dá trancos fortes, a rotação sobe mas o carro não anda (patina) nas marchas altas ou perde a ré.
  • A Consequência: Se quebrar, você precisa refazer o câmbio inteiro. O prejuízo gira em torno de R$ 5.000,00 a R$ 7.500,00.
  • Prevenção: Trocar o óleo do câmbio a cada 50.000 km ajuda, mas o defeito é de material da peça. Nas versões mais novas (2017+), a GM reforçou o componente (GF6 Gen 2 e 3).

2. Vazamento de Óleo (Tampa de Válvulas)

(O Motor Sujo)

O motor 1.8 SPE/4 é robusto, mas não segura óleo dentro.

  • O Defeito: A junta da tampa de válvulas resseca muito rápido. Como a tampa é de plástico, ela empena com o calor.
  • O Sintoma: Cheiro de óleo queimado (pinga no coletor de escape) e motor todo melado de óleo na parte de cima.
  • Solução: Trocar a junta e, muitas vezes, a tampa plástica inteira. Custa cerca de R$ 300,00 a R$ 500,00.

3. Sistema de Arrefecimento (A Febre)

A Spin trabalha quente e as peças plásticas sofrem.

  • Reservatório: O reservatório de expansão racha com facilidade, causando vazamento de água e superaquecimento.
  • Mangueiras: As mangueiras do radiador (“cavalinho”) costumam ressecar e vazar nas conexões rápidas.
  • Alerta: Se o ponteiro da temperatura subir, pare na hora. O motor Família I queima a junta do cabeçote muito fácil se ferver.

4. Bieletas e Suspensão Dianteira

(Escola de Samba)

A suspensão da Spin é dura para aguentar peso, mas as bieletas sofrem.

  • O Sintoma: Barulho de “nheco-nheco” ou batidas secas ao passar em lombadas ou buracos.
  • A Causa: As bieletas da barra estabilizadora desgastam prematuramente.
  • Custo: É barato de arrumar (o par custa uns R$ 150,00), mas o barulho volta a cada 20 ou 30 mil km.

5. Consumo de Combustível

Não é um defeito, é uma característica, mas o dono precisa saber.

  • O Problema: A Spin é pesada e tem a aerodinâmica de um tijolo. O motor 1.8 antigo sofre para empurrar.
  • A Realidade: Na cidade, com câmbio automático, espere médias de 5,0 a 6,0 km/l no etanol. Ela bebe com gosto.

Conclusão: Robusta, mas Sedenta

  • Veredito: A Chevrolet Spin é a melhor opção se você precisa de 7 lugares ou porta-malas gigante sem gastar muito. A mecânica é barata e qualquer oficina arruma.
  • O Alerta: Teste exaustivamente o câmbio automático. Se der qualquer tranco ou patinada, fuja. Dê preferência aos modelos 2017 em diante (que ganharam grade ativa e câmbio atualizado), pois são mais econômicos e confiáveis.
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