Problemas Crônicos do Jeep Renegade (2015-2026): O Trocador de Calor e Outros Defeitos

O Renegade é robusto, mas sua manutenção não tolera erros. O problema número 1 desta lista já levou milhares de câmbios para o lixo.


1. Trocador de Calor (O “Milkshake” da Morte)

(Exclusivo das versões 1.8 Flex Automáticas – 2015 a 2021)

Este é o defeito mais grave e famoso do Renegade (e da Fiat Toro).

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  • O Mecanismo: Existe uma peça chamada Trocador de Calor que serve para resfriar o óleo do câmbio usando a água do radiador.
  • O Defeito: Com o tempo (e uso de aditivo de radiador incorreto ou água de torneira), essa peça corrói internamente e fura.
  • O Resultado: A água do motor entra no câmbio e o óleo do câmbio vai para o motor. Cria-se uma mistura rosa leitosa (apelidada de “Milkshake de Morango”). Isso destrói os discos de composite do câmbio automático em minutos.
  • A Solução: Troca preventiva do trocador de calor a cada 2 anos OU instalação de um Radiador de Óleo Externo (Kits aftermarket), eliminando o trocador original problemático.
  • Custo do Reparo: Se misturar água e óleo, a retífica do câmbio custa entre R$ 15.000,00 e R$ 20.000,00.

2. Consumo de Óleo Excessivo

(Motor T270 1.3 Turbo – 2022 a 2026)

As versões novas (Turbo) resolveram o problema do trocador de calor, mas trouxeram outro.

  • O Sintoma: A luz de óleo acende ou o nível baixa drasticamente entre as revisões (1 litro a cada 2.000 km em alguns casos).
  • A Causa Real: Problema de anéis de pistão ou assentamento do motor em unidades logo após o lançamento (2022/23).
  • A Solução: A Jeep lançou atualizações de software e, em casos graves, trocou motores em garantia. Acompanhe o nível pela vareta semanalmente.

3. Bomba de Combustível e Injeção

(Motor T270)

  • O Sintoma: O carro perde potência subitamente, engasga ou não liga.
  • A Causa Real: Falha na bomba de combustível de alta pressão ou no regulador. Houve campanhas de serviço para verificar isso.
  • A Solução: Substituição da bomba (geralmente coberta pela garantia se todas as revisões estiverem em dia).

4. Pane Elétrica e Bateria

(O “Dreno” de Energia)

O Renegade tem muita eletrônica embarcada.

  • O Sintoma: O carro não liga, o Start-Stop para de funcionar e o painel acende luzes de freio de mão elétrico (EPB) ou ABS aleatoriamente.
  • A Causa Real: A bateria original não aguenta a demanda ou há fuga de corrente em algum módulo.
  • A Solução: Troca da bateria por uma AGM ou EFB de alta performance. Bateria comum de chumbo-ácido dura menos de 1 ano nesse carro.

5. Suspensão Dianteira e Coxins

(O Peso Cobra o Preço)

O Renegade é pesado (quase 1.500 kg).

  • O Sintoma: Barulhos secos na frente (“toc-toc”) e vibração no volante em marcha lenta.
  • A Causa Real: Bieletas frágeis que estouram cedo e os Coxins do Motor (principalmente o lado direito) que cedem, transmitindo a vibração do motor para a cabine.

6. DPF e Sensores (Versões Diesel)

(Uso Urbano)

Se você tem um Renegade Diesel (2015-2021) e só usa na cidade:

  • O Sintoma: Aviso de “Filtro de Partículas Saturado” ou modo de segurança (motor fraco).
  • A Causa: O filtro DPF precisa de altas temperaturas (estrada) para se limpar. Uso urbano entope o filtro.

Conclusão: É uma Bomba?

  • Renegade 1.8 (2015-2021): É uma compra de risco SE o antigo dono não cuidou do aditivo do radiador. A primeira coisa a fazer ao comprar é trocar o Trocador de Calor preventivamente.
  • Renegade 1.3 Turbo (2022+): É um carro excelente, mas você precisa vigiar o nível de óleo como se fosse um carro antigo.
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