Problemas Crônicos do Mitsubishi Eclipse Cross (2018-2026): Os 5 Defeitos Que Você Deve Conhecer

O Eclipse Cross é um SUV injustiçado. Ele entrega tração 4×4 (nas versões topo), motor turbo confiável e acabamento superior à média. É um carro para quem valoriza a engenharia japonesa.

No entanto, a nacionalização de alguns componentes (para produção em Catalão-GO) gerou problemas de qualidade que não existem no modelo japonês original. Se você busca um usado, ignore a estética da traseira e foque nestes 5 pontos de atenção.


1. Central Multimídia JBL (Travamentos e GPS) (O Campeão de Reclamações)

A Mitsubishi do Brasil equipou o carro com uma central JBL nacional que, infelizmente, é inferior ao sistema global.

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  • O Sintoma: A tela trava, o GPS perde o sinal (mostra o carro em outra rua), o sistema reinicia sozinho ou há incompatibilidade com Android Auto/CarPlay (desconecta).
  • A Causa Real: Hardware com processamento limitado e software com bugs de integração.
  • A Solução: Atualização de firmware na concessionária (resolve parte dos casos) ou a troca completa por uma multimídia aftermarket de alta qualidade (como Pioneer ou modelos Android premium).

2. Barulhos na Suspensão Traseira (O “Toc-Toc” Misterioso)

Muitos donos relatam um barulho seco na traseira, especialmente no lado direito, ao passar por irregularidades.

  • O Sintoma: Batida seca (“cloc-cloc”) vindo do porta-malas ou rodas traseiras em ruas de paralelepípedo.
  • A Causa Real: Pode ser uma combinação de duas coisas: folga nas buchas da barra estabilizadora ou falta de lubrificação/borracha nos pinos da pinça de freio.
  • A Solução: Substituição das buchas por modelos de poliuretano (mais resistentes) e instalação de pinos de freio com ponta emborrachada (kit reparo) para eliminar a folga metálica.

3. Ruídos no Teto Solar Duplo (Torção da Carroceria)

O teto solar panorâmico duplo é lindo, mas barulhento em terrenos ruins.

  • O Sintoma: Estalos, rangidos ou barulho de vidro “trincando” vindo do teto ao passar por lombadas ou torcer a carroceria (entrar em rampas de garagem).
  • A Causa Real: Falta de lubrificação nos trilhos e ressecamento das borrachas de vedação, somado à torção natural da estrutura do carro.
  • A Solução: Limpeza e lubrificação técnica dos trilhos com graxa branca de lítio ou silicone spray específico a cada revisão.

4. Câmbio CVT (Aquecimento em Uso Extremo)

O câmbio Invecs-III CVT é robusto, mas não gosta de ser tratado como carro de corrida.

  • O Sintoma: Em viagens longas com pé no fundo ou serras muito íngremes, pode aparecer o aviso de “Slow Down” (Superaquecimento da Transmissão) e o carro entra em modo de segurança (perde força).
  • A Causa Real: O trocador de calor original é dimensionado para uso civil. Em uso severo (Brasil quente + alta velocidade), o fluido esquenta demais.
  • A Solução: Troca do fluido do CVT a cada 40.000 km (rigorosamente). Para quem viaja muito chutado ou reboca carretinha, recomenda-se instalar um kit de radiador de óleo extra (tropicalização).

5. Sensores FCM (Frenagem Autônoma) Sensíveis

A tecnologia de segurança é ótima, mas às vezes “alucina”.

  • O Sintoma: O sistema FCM (Mitigação de Colisão Frontal) apita sem ter carro na frente, ou desativa sozinho em dias de chuva forte/sol contra, exibindo erro no painel.
  • A Causa Real: Sujeira no radar frontal ou câmera, ou calibração muito sensível do software.
  • A Solução: Manter o emblema frontal e o para-brisa (na área da câmera) sempre limpos. Se persistir, a concessionária pode recalibrar a sensibilidade via scanner.

Conclusão: Compra Racional

O Mitsubishi Eclipse Cross é um dos SUVs mais confiáveis do segmento. Seus problemas são, em sua maioria, “chatices” de acabamento e eletrônica periférica, e não falhas mecânicas graves que deixam você a pé (como acontece em alguns rivais turbo).

  • A Compra Segura: Uma unidade com histórico de revisões em dia (para garantir a garantia de 5 anos da Mitsubishi) e, se possível, que já tenha atualizado o software da multimídia.
  • Dica Final: O motor 1.5 Turbo não tem correia dentada (usa corrente), o que reduz muito o custo de manutenção a longo prazo.
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