Problemas Crônicos do Volkswagen Gol G7 (2016-2018): Os 4 Defeitos Que Você Deve Conhecer

O Volkswagen Gol G7 (fabricado de 2016 a 2018) é um carro que representa uma grande transição. Ele recebeu um painel totalmente novo (muito mais moderno que o do G6) e, o mais importante, foi a geração que introduziu o moderno motor 1.0 MPI 3-cilindros (EA211), o mesmo do Up!, aposentando o antigo 1.0 4-cilindros (EA111) nos modelos de entrada.

No entanto, o G7 também conviveu com o motor 1.6 8V (EA111) e, pior, foi o último Gol a oferecer o temido câmbio automatizado I-Motion.

Por ser essa “mistura” de novo e velho, seus problemas crônicos são bem específicos. Se você tem ou está de olho em um G7 usado, esta é a lista definitiva do que você precisa inspecionar.

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1. O Pesadelo: Fuga do Câmbio Automatizado (I-Motion)

Este é, de longe, o maior, mais caro e mais famoso problema crônico não só do G7, mas de toda a linha VW da época.

  • O Sintoma: Trancos violentos nas trocas de marcha, a luz de “avaria” acende, o “N” (Neutro) fica piscando no painel, o carro “pula” em saídas de rampa e, no pior cenário, se recusa a engatar as marchas, parando no meio do trânsito.
  • A Causa Real: O sistema I-Motion não é um câmbio automático, mas sim um câmbio manual com um robô hidráulico que faz o papel da embreagem e das trocas. Esse robô é complexo, seus atuadores e o acumulador de pressão (o “coração” do sistema) falham, e o custo do reparo é astronômico.
  • A Solução: O reparo do robô e da bomba do sistema pode facilmente ultrapassar os R$ 6.000. A recomendação da maioria dos especialistas é unânime: FUJA das versões I-Motion. Procure sempre o câmbio manual.

2. O Motor 1.6 8V (EA111) e a Manutenção Antiga

Muitos Gol G7 1.6 ainda usavam o motor “antigo” EA111 (o mesmo do G4, G5, G6). Se você tem um G7 com este motor, ele herda os problemas crônicos das gerações passadas:

  • O Sintoma: O famoso “tec-tec-tec” dos tuchos hidráulicos na partida a frio.
  • A Causa Real: O uso do óleo errado. Este motor exige o óleo 5W-40 ou 15W-40 (norma VW 502 00). O uso do 20W-50 (grosso) causa a formação de borra e o entupimento dos tuchos.
  • O Risco: A correia dentada deste motor aciona a bomba d’água. A troca preventiva (a cada 50.000 km) é obrigatória e deve incluir a bomba, ou o risco de quebra e “atropelamento de válvulas” é altíssimo (prejuízo de R$ 4.000 a R$ 8.000).

3. O “Show de Plástico” (Ruídos Internos)

Embora o Gol G7 tenha ganhado um painel com design muito mais bonito e moderno, ele não escapou da “maldição” do G5 e G6: o acabamento barulhento.

  • O Sintoma: Ruídos constantes de plástico vibrando (“grilos”), especialmente em pisos irregulares. Os barulhos vêm principalmente dos forros de porta e do console central.
  • A Causa Real: Projeto focado em custo. Todo o acabamento interno é feito de plástico rígido (duro), com encaixes que geram atrito e folga com o tempo.
  • A Solução: Paciência e o famoso serviço de “caça-grilos”, onde um profissional (ou o próprio dono) desmonta as peças e aplica fitas de feltro ou espuma nos pontos de contato.

4. Falha na Bobina de Ignição (Motor 1.6 EA111)

Este é um defeito elétrico clássico do motor 1.6 8V (EA111) que persistiu no G7.

  • O Sintoma: O carro falha subitamente, perde a força (fica “xôxo”), começa a “pipocar” e a luz da injeção acende no painel. O carro passa a funcionar com apenas 3 cilindros.
  • A Causa Real: A bobina de ignição, que é uma peça única que distribui a centelha para as quatro velas, é conhecida por trincar ou queimar internamente.
  • A Solução: É um reparo relativamente simples. Consiste na troca da bobina e, obrigatoriamente, dos cabos de vela e das próprias velas.

Conclusão: O Melhor G7 é o 1.0 MPI Manual

O Volkswagen Gol G7 é um carro de transição. Ao comprar um usado, a escolha da versão é crucial:

  • A “Bomba” (Evite): Qualquer versão com câmbio I-Motion.
  • O Risco (Atenção): As versões 1.6 (EA111), que exigem atenção redobrada à correia dentada e ao histórico de troca de óleo (nunca usar 20W-50).
  • A Melhor Escolha: As versões 1.0 MPI (3 cilindros EA211) com câmbio manual. Elas usam o motor moderno do Up!, que tem correia dentada de longa duração (120.000 km), não aciona a bomba d’água e é muito mais econômico e confiável.
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