Qual o Valor da Troca de Óleo do Audi A5 (2007–2016)? (2.0 TFSI e 3.2 V6)

A manutenção preventiva do Audi A5 (2007-2016), desenvolvido sobre a plataforma B8, exige rigoroso cumprimento dos protocolos de lubrificação do fabricante. O design sofisticado do Coupé e do Sportback abriga motores de alta performance (FSI e TFSI) que não toleram negligência técnica.

Para os proprietários das versões equipadas com o motor 2.0 TFSI (EA888), a troca de óleo transcende a visita periódica à oficina: ela exige a gestão contínua do nível de lubrificante, devido a uma característica crônica de consumo inerente ao projeto dessa geração.


1. Diretriz de Especificação: Norma VW 502.00

A integridade do turbocompressor, dos variadores de fase e do tensor da corrente de comando depende exclusivamente da fluidez térmica e da resistência do filme de óleo. A injeção direta de combustível contamina o lubrificante mais rapidamente, exigindo formulações de altíssima qualidade.

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  • Viscosidade Padrão: SAE 5W-40 (100% Sintético).
  • Homologação Obrigatória: VW 502.00 (ou superiores, como VW 504.00/508.88, dependendo da recomendação atualizada da montadora).
  • Marcas Premium Homologadas: Motul 8100 X-cess, Castrol Magnatec Professional, Pentosin High Performance ou Fuchs Titan. A utilização de óleos minerais ou semissintéticos fora desta norma causará borra e falha catastrófica no motor.

2. Audi A5 2.0 TFSI (180cv e 211cv – EA888)

O propulsor de quatro cilindros turbinado é a motorização predominante no mercado nacional.

  • Capacidade do Sistema: Aproximadamente 4,6 a 4,8 Litros (incluindo a troca do filtro).
  • Estratégia de Aquisição: É imperativo adquirir 6 Litros.
  • Justificativa: Os 5 litros iniciais cobrirão a troca na oficina. O 6º frasco deve ser mantido no compartimento de bagagem como “estoque de contingência”. Modelos fabricados entre 2009 e 2012 possuem alto índice de queima de óleo, e a reposição entre as revisões será inevitável.
  • Filtro de Óleo: Utiliza elemento blindado metálico superior.
  • Código de Referência: Mann W 719/45 (ou código original Audi 06J 115 403 Q).

Estimativa de Custo (Kit 6 Litros + Filtro):

  • Kit Premium (Motul/Castrol): R$ 480,00 a R$ 580,00.
  • Mão de Obra Especializada: R$ 100,00 a R$ 200,00.

3. Audi A5 3.2 V6 FSI (265cv)

As versões V6 aspiradas (comuns nos primeiros anos de fabricação, até 2011) possuem um cárter de maior volume, garantindo maior estabilidade térmica ao fluido, mas exigindo um aporte financeiro ligeiramente maior na troca.

  • Capacidade do Sistema: Aproximadamente 6,2 a 6,5 Litros.
  • Estratégia de Aquisição: Necessária a compra de 7 Litros.
  • Filtro de Óleo: Utiliza sistema de refil ecológico (cartucho de papel) inserido em copo plástico no topo do bloco.
  • Código de Referência: Mann HU 722 z (ou equivalente premium).

Estimativa de Custo (Kit 7 Litros + Filtro):

  • Kit Premium (Motul/Castrol): R$ 600,00 a R$ 720,00.

4. O Sistema de Medição Eletrônica (MMI)

Diferente de veículos convencionais, a grande maioria dos Audi A5 B8 não possui vareta física de medição de óleo no cofre do motor.

  • Monitoramento: O nível deve ser verificado através do sistema de infotainment MMI (Multi Media Interface), acessando o menu Car > Oil Level.
  • Recomendação Técnica: O sensor eletrônico pode apresentar delay (atraso) de leitura após a abertura do capô ou reposição de óleo. Para oficinas e proprietários rigorosos, recomenda-se a aquisição de uma “vareta de serviço” (dipstick) não original para medição física e precisa do cárter.

5. Tabela Resumo de Investimento Preventivo

MotorizaçãoVolume de TrocaVolume de Compra RecomendadoCusto Médio Estimado (Kit de Peças)
2.0 TFSI (EA888)4,6 Litros6 Litros (Com Margem de Reposição)R$ 530,00
3.2 V6 FSI6,4 Litros7 LitrosR$ 660,00

Conclusão: Protocolo de Substituição Antecipada

  • Veredito Financeiro: A lubrificação de alto padrão do Audi A5 exige um investimento periódico entre R$ 530,00 e R$ 660,00 em peças.
  • Intervalo de Manutenção: Embora o plano de manutenção europeu sugira períodos prolongados, a qualidade do combustível nacional (com alto teor de etanol) gera diluição química no cárter dos motores de injeção direta. Institucionalmente, recomenda-se a redução do intervalo de troca para 7.000 km ou 6 meses. A lubrificação com óleo novo e não contaminado é a principal linha de defesa contra o colapso do tensor da corrente de comando.
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