Problemas Crônicos da Fiat Toro (2016-2026): Os 5 Defeitos Que Você Deve Conhecer

A Fiat Toro é linda, robusta e versátil. Mas, mecanicamente, ela exige um dono atento. A complexidade dos motores modernos da Stellantis não tolera a manutenção “de qualquer jeito” que se fazia na antiga Fiat Strada.

Se você está pensando em comprar uma Toro usada (ou até uma seminova), estes são os 5 fantasmas que você precisa investigar antes de fechar negócio.


1. Trocador de Calor (Mistura de Água e Óleo) (O Vilão do Câmbio Automático – 1.8 e 1.3 Turbo)

Este é o defeito mais famoso e caro da linha Fiat/Jeep com câmbio automático de 6 marchas (TF72).

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  • O Sintoma: O líquido do radiador fica com cor de “doce de leite” ou o câmbio começa a dar trancos e patinar.
  • A Causa Real: O trocador de calor (resfriador do óleo do câmbio) corrói internamente, permitindo que a água do radiador entre no câmbio e destrua os discos de embreagem. A corrosão geralmente ocorre por uso de água de torneira ou aditivo de má qualidade no radiador.
  • A Solução:
  • 1. Preventiva: Troca do trocador de calor original por um kit atualizado ou eliminação da peça (instalando um radiador de óleo externo air-cooled). Uso rigoroso de aditivo orgânico (Paraflu).
  • 2. Corretiva: Se misturou, o prejuízo passa de R$ 15.000,00 (reforma completa do câmbio e limpeza do sistema).

2. Filtro de Partículas DPF (Versões Diesel) (O Mal do Uso Urbano)

A Toro Diesel é excelente, mas não foi feita para buscar pão na padaria.

  • O Sintoma: Luz da injeção ou aviso de “Mandar Controlar Motor” no painel, seguido de perda drástica de potência (modo de segurança). O carro não passa de 2.000 rpm.
  • A Causa Real: O Filtro de Partículas (DPF) entope com fuligem. Isso acontece quando o carro roda muito na cidade (baixa rotação) e não consegue fazer a “regeneração automática”, que exige temperatura alta de estrada.
  • A Solução: “Regeneração forçada” via scanner na oficina (R$ 400,00 a R$ 800,00) ou, em casos graves, limpeza química ou troca do filtro (caríssimo).
  • Dica: Se você tem Toro Diesel, pegue estrada por 30 minutos a cada 15 dias, mantendo o giro alto, para limpar o filtro.

3. Consumo Excessivo de Óleo (Motor 2.4 Tigershark e 1.3 Turbo) (O Motor que “Bebe” Óleo)

O motor 2.4 Tigershark (vendido entre 2017 e 2020) é forte, mas tem um vício oculto grave. O novo 1.3 Turbo também apresenta relatos, mas em menor escala.

  • O Sintoma: O nível de óleo baixa mais de 1 litro a cada 1.000 km, sem vazamento no chão e sem fumaça visível (o catalisador mascara a fumaça). O motor pode desligar em curvas por falta de pressão de óleo.
  • A Causa Real: Erro de projeto nos anéis de pistão ou na camisa do cilindro, permitindo passagem excessiva de óleo para a câmara de combustão.
  • A Solução: A Fiat chegou a trocar motores em garantia. Fora dela, a solução é retífica completa ou troca do bloco. No caso do 1.3 Turbo, muitos casos foram resolvidos com atualização de software e troca da bomba de óleo em garantia.

4. Panes Elétricas e Multimídia (O Fantasma Eletrônico)

A Toro tem muita eletrônica embarcada, e a bateria original muitas vezes não aguenta.

  • O Sintoma: A central multimídia trava, apaga ou desconecta o Bluetooth sozinha. O painel acende luzes de “Avaria no Airbag”, “Avaria na Direção Elétrica” ou o Start-Stop para de funcionar.
  • A Causa Real: Bateria fraca ou sensores de má qualidade. O sistema elétrico da Toro é muito sensível à voltagem. Se a bateria cair um pouco a carga, os módulos começam a desligar funções.
  • A Solução: Troca da bateria por uma EFB ou AGM (específicas para Start-Stop) de alta qualidade. Reset de módulos via scanner.

5. Coxins de Motor e Coluna de Direção (Vibrações e Barulhos)

Com o peso do motor Diesel ou a vibração do Flex, os componentes de borracha sofrem.

  • O Sintoma: Vibração excessiva no volante em marcha lenta (parece um caminhão velho), barulhos secos na frente ao passar em buracos.
  • A Causa Real: Os coxins hidráulicos do motor estouram precocemente. Na direção, a coluna intermédia ou a caixa de direção criam folga.
  • A Solução: Troca do coxim (lado direito é o que mais sofre). Use sempre peça original Mopar, as paralelas não aguentam o peso e a vibração volta em uma semana.

Conclusão: Qual Escolher?

A Fiat Toro é uma picape fantástica, desde que comprada com critério.

  • A Compra Racional: Toro 1.8 ou 1.3 Turbo, desde que você instale um radiador de óleo externo para eliminar o risco do trocador de calor.
  • A Compra Diesel: Só compre se for rodar em estrada. Para uso 100% urbano, o sistema DPF vai te dar dor de cabeça e custo alto.
  • Fique Longe: Evite a Toro 2.4 Tigershark usada, a menos que o motor tenha sido trocado recentemente e comprovado em nota fiscal. O risco de consumo de óleo é muito alto.
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