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Novo Polestar 5 Chega Com 884 cv, Sem Janela Traseira e Recarga de 22 Minutos

Novo Polestar 5 Chega Com 884 cv, Sem Janela Traseira e Recarga de 22 Minutos

A fabricante sueca Polestar transformou o conceito Precept em realidade. O inédito Polestar 5 acaba de ser revelado mundialmente como o principal e mais agressivo veículo da marca. Um Grand Tourer (GT) de quatro portas projetado do zero em uma plataforma de alumínio colado para bater de frente com pesos-pesados como Porsche Taycan, Audi e-tron GT e Tesla Model S.

Com uma aerodinâmica inspirada na aviação (coeficiente de arrasto de 0.24) e uma injeção absurda de potência, o modelo assume o posto de carro-chefe da empresa, trazendo decisões de engenharia drásticas e uma lista de equipamentos que redefine o luxo escandinavo.

1. O Foguete de 800 Volts: Até 884 cv e 1015 Nm

O Polestar 5 é o primeiro carro da montadora a utilizar uma arquitetura elétrica de 800 Volts, permitindo um carregamento ultrarrápido em estações DC de até 350 kW. Na prática, a gigantesca bateria NMC de 112 kWh (da fabricante SK On) vai de 10% a 80% em apenas 22 minutos.

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A brutalidade mecânica fica por conta de um motor traseiro desenvolvido “dentro de casa” que atua em conjunto com a unidade dianteira nas duas versões disponíveis:

  • Polestar 5 Dual Motor: Entrega 550 kW (748 cv) e 812 Nm de torque, fazendo de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos. A autonomia declarada (ciclo WLTP) é a maior da linha, atingindo até 670 km com uma única carga. Preço de lançamento na Europa: 119.900 euros.
  • Polestar 5 Performance: A versão extrema entrega 650 kW (884 cv) e exatos 1.015 Nm de torque. O 0 a 100 km/h cai para espantosos 3,2 segundos. A autonomia WLTP fica em até 565 km. Preço de lançamento: 142.900 euros.

Para domar essa força, a versão Performance vem equipada com amortecedores adaptativos MagneRide da BWI (que leem a via até 1.000 vezes por segundo) e pinças de freio Brembo de quatro pistões na dianteira.

2. A Polêmica: Um Carro Sem Janela Traseira

O Polestar 5 manteve a característica mais controversa apresentada no seu irmão menor, o Polestar 4: ele não possui vidro traseiro.

A engenharia substituiu a janela convencional por uma lataria fechada com eficiência aerodinâmica (Kamm-style tail) e transferiu toda a visão traseira para um espelho retrovisor digital de alta definição alimentado por câmeras na carroceria.

O objetivo dessa remoção foi puramente estrutural e focado no conforto: ao deslocar a estrutura do teto mais para trás (já que não há vidro), os engenheiros conseguiram recuar os assentos traseiros, criando um espaço para as pernas de classe executiva. Para evitar a sensação de claustrofobia, a montadora instalou o maior teto de vidro panorâmico de sua história (mais de 2 metros de comprimento).

3. Interior de Primeira Classe com Google Nativo

Projetado como um “4+1” (os bancos traseiros simulam assentos individuais com funções de massagem e climatização, mas o apoio de braço central pode ser recolhido para um quinto passageiro), o interior utiliza bancos dianteiros esportivos projetados pela famosa Recaro, posicionados muito próximos ao assoalho para uma tocada mais agressiva.

A tecnologia de cabine é comandada por uma enorme tela central em formato retrato de 14,5 polegadas equipada com o sistema operacional Android Automotive (Google integrado), além de um painel de instrumentos de 9 polegadas e um Head-Up Display de 9,5 polegadas. Para os audiófilos, o pacote de som topo de linha é fornecido pela Bowers & Wilkins, com 21 alto-falantes e 1.680 Watts de potência.

No pacote de segurança (ADAS), a famosa SmartZone frontal da Polestar integra radares, câmeras de visão e atua junto aos sensores internos para monitorar o desgaste e a atenção do motorista. O sistema Pilot Assist consegue guiar o carro de forma semiautônoma em velocidades de até 150 km/h.

Afinal, o Polestar 5 Vem Para o Brasil?

Se você tem o dinheiro e gostou do que viu, a resposta direta é: não de forma oficial (pelo menos não a curto prazo).

A Polestar é uma marca independente (embora divida tecnologias com a Volvo, já que ambas pertencem ao conglomerado chinês Geely), mas não possui representação oficial, rede de concessionárias ou estrutura de pós-venda instalada no mercado brasileiro. A marca tem focado sua expansão inicial na Europa, China e América do Norte.

Portanto, a única forma de colocar um Polestar 5 em uma garagem no Brasil em 2026 será por meio de importação independente. Considerando os preços de lançamento na Europa (entre 120 e 143 mil euros), taxas de importação, frete e o novo imposto de importação para elétricos, o modelo dificilmente chegaria ao país por menos de R$ 1,5 milhão através de importadoras de luxo.

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